Saúde mental da mulher: como os fatores sociais influenciam nisso

A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem alertado sobre os impactos que algumas expressões sociais podem causar na saúde mental da mulher.

Os fatores econômicos, sociais, culturais, psicológicos, étnicos/raciais e comportamentais influenciam diretamente no adoecimento da população.

No caso das mulheres, a desigualdade de gênero, os abusos (sexuais, morais, psicológicos), a violência doméstica e outros pontos conflituosos agravam a possibilidade desse adoecimento.

Com a ausência de direitos sociais, no contexto histórico atual, as mulheres se encontram ainda mais vulneráveis, necessitando de atenção por parte política.

Principalmente no fomento de políticas públicas voltadas para fatores sociais, como saúde.

A Emenda Constitucional 95, que congela os gastos sociais do governo, já está afetando as políticas de Atenção Básica e de Saúde Mental, atingindo intensamente o público feminino.

Na imagem, vemos uma mulher sentada com a cabeça baixa, aparentemente preocupada.
(Fonte: Shutterstock)

Os transtornos mentais, como depressão e ansiedade, ainda são mais recorrentes em mulheres. Elas são, muitas vezes, sobrecarregadas de funções profissionais, familiares e sociais.

São responsáveis pelo cuidado de pessoas mais velhas ou doentes na família, pelas crianças (sejam elas filhos ou não) e pelo trabalho doméstico, mesmo depois de um dia de trabalho profissional fora de casa, gerando exaustão física e mental.

“As mulheres têm uma chance 40% maior do que os homens de sofrer algum transtorno mental”, é o que conclui o psicólogo Daniel Freeman, da Universidade de Oxford.

Pensar nesses fatores é de extrema importância para a saúde coletiva e individual de cada mulher.

É importante que a sociedade viabilize ações que proporcionem o acolhimento e tratamento dessas mulheres, que necessitam de amparo e apoio emocional.

Esse olhar deve se pautar pelo fortalecimento do feminino, por meio da educação sobre seus corpos, sua sexualidade e pelo autocuidado, com a oferta de práticas integrativas já disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).  

A prática e, muitas vezes, o abuso recorrente de medicação deve ser vigiada e até evitada pelos serviços de saúde, a fim de não trazer ainda mais prejuízos ou dependências.

Educar as mulheres para que entendam sobre saúde é fundamental, para que elas possam ter autonomia sobre seus corpos e tomem consciência das situações que vivem, sabendo a hora de buscar a ajuda correta e evitar o adoecimento psicológico.  

O Autocuidado é uma Urgência!

Se você conhece alguma mulher que está sobrecarregada, ajude ela a encontrar um profissional habilitado.

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