Donald Trump é proibido de bloquear críticos do seu governo no Twitter

Assim como o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, o presidente americano, Donald Trump também é bastante adepto da rede social Twitter.

Propor uma cúpula com o ditador da Coréia do Sul, demitir ministros e ameaçar atacar o Irã com tropas americanas são uma das muitas coisas que Trump escreve na sua conta oficial.

Contudo, a justiça americana anda no pé do presidente americano por causar um certo comportamento na rede social.

Neta terça-feira (9), a Corte Federal de Apelação dos Estados Unidos determinou que Donald Trump não pode, legalmente, bloquear nenhum usuário do Twitter por ter opiniões contrárias às suas.

A decisão foi considerada uma ratificação de um veredito tomado há 1 ano pelo magistrado federal que, afirma que o presidente americano violava a primeira emenda da constituição, que estabelece a liberdade de expressão, por “discriminação de pontos de vista”.

Na imagem, vemos o presidente dos Estados Unidos.
Foto: Reprodução/Internet.

Segundo os argumentos dos juízes no caso, “A Primeira Emenda não permite que um funcionário público que usa uma conta de redes sociais para todo tipo de propósito oficial exclua pessoas de um diálogo on-line, aberto, porque expressaram opiniões, com as quais o funcionário não está de acordo”.

A decisão da sentença foi baseada em ações apresentadas por alguns usuários do Twitter e do Instituto Knight First Amendment da Universidade de Columbia contra Trump, que afirmaram que o presidente bloqueou indevidamente opositores políticos do seu governo.

Entre os reclamantes que foram bloqueados estão um policial do Texas, um professor da Universidade de Maryland e um humorista de Nova Iorque.

Com toda a argumentação levantada pela Corte americana, Donald Trump respondeu a ação com o argumento de que quando bloqueia alguns usuário, ele não está usando a conta presidencial de forma oficial.

“Concluímos que a prova da natureza oficial da conta é incontestável. Também concluímos que, uma vez que o presidente escolheu uma plataforma e abriu seu espaço interativo para milhões de usuários e participantes, não pode excluir seletivamente aqueles com pontos de vista com os quais não está de acordo”, afirmou a Corte.

Para os advogados do presidente, da mesma forma que Trump poderia sair de um ato político caso se sentisse recriminado, ele também não seria obrigado a aturar esse tipo de comentário nas suas redes sociais.

No entanto, para a juíza, o uso da conta pelo republicano é de forma governamental e por isso, o argumento não foi considerado válido.

Apesar da desconsideração da resposta de Trump, o porta-voz do Departamento de Justiça dos Estados Unidos disse que estaria explorando possíveis formas de recursos para reverter a decisão.

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