Bolsonaro compara o Hezbollah ao MST e quer reconhecê-lo como grupo terrorista

O presidente da república Jair Bolsonaro afirmou, nesta terça-feira (20), que pretende incluir oficialmente o Hezbollah na lista de grupos terroristas reconhecidos pelo Brasil.

O país seguiria na linha de Paraguai e Argentina que, recentemente, também passaram a considerar de forma oficial o grupo como terrorista.

O Hezbollah é um partido muçulmano xiita, sediado na Líbia, que atua de forma política e militarmente em todo o Oriente Médio, com um forte viés anti-Israel.

O grupo também possui forte presença na guerra civil na Síria, combatendo ao lado do regime de Bashar al-Assad, de quem recebe auxílio financeiro, bem como do Irã.

Presidente Jair Bolsonaro.
Fonte: Veja

Nos últimos tempos, os Estados Unidos têm solicitado aos países da América do Sul para que reconheçam o Hezbollah como grupo terrorista, a fim de endurecer as negociações com o Irã.

De acordo com estudos da inteligência paraguaia, o partido tem ligações com a facção criminosa Primeiro Comando Central (PCC) na fronteira entre Brasil e Paraguai, e ali seria o dinheiro do Hezbollah seria lavado.

“Posso [oficializar o reconhecimento do grupo como terrorista], sim. Pretendo fazer isso aí. E são terroristas.”

Jair Bolsonaro

“Temos informações que têm pessoas deles por aqui também, tríplice fronteira [entre Brasil, Argentina e Paraguai], grupo de crime organizado no Brasil. Eles são unidos. Podem não ser muito organizados, mas são unidos.”

Jair Bolsonaro

Em seguida, Bolsonaro comparou o partido muçulmano com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

“São grupos terroristas, como o MST, para mim, também é grupo terrorista. Os caras levam o terror no campo aqui. Queimam propriedades. Desestimula o homem do campo a produzir. É no Brasil todo, essa praga do MST.”

Jair Bolsonaro

Além de Brasil, Paraguai e Argentina, a lista de países que consideram o Hezbollah um grupo terrorista é: Austrália, Bahrein, Canadá, Emirados Árabes Unidos, Israel, Japão, Nova Zelândia, Paraguai, Reino Unido, União Europeia e Liga dos Estados Árabes.

Rússia e China, apesar de não apoiar abertamente o Hezbollah, o consideram um grupo político legítimo, que chegou até a fazer parte do governo libanês.