Projeto de lei sobre facilitação de porte de arma é reprovado por 70% da população

O projeto de lei que visa facilitar o porte de arma, proposto pelo presidente Jair Messias Bolsonaro, é reprovado reprovado por 70% dos entrevistado e apoiado por apenas 28% das pessoas. É o que indica pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha.

Para pesquisa que foi publicada pelo jornal Folha de São Paulo nesta semana foram ouvidas pelo menos 2.086 pessoas com idade acima de 16 anos em 130 municípios do país. As entrevistas ocorreram entre 4 e 5 de julho.

O estudo foi feito logo após o presidente revogar decretos sobre armamento que foram assinados nos primeiros meses deste ano.

Houve uma rejeição de 50% dos próprios eleitores de Bolsonaro: 47% estão a favor, 1% são indiferentes à proposta e 2% não souberam responder.

Como funciona o projeto para facilitar a legalização do porte de arma

  • Ampliação da potência das armas: a proposta pretende ampliar para até 1200 libras e 1620 joules a energia cinética da qualidade das armas. 
  • Armamento em área ruralista: de acordo com o Estatuto do Desarmamento, quem possui armas nessas áreas só pode usá-las no interior de suas residências. Porém, em um decreto publicado em maio, o presidente definiu que a utilização da arma se estendesse a toda extensão em que o imóvel está construído. Esse decreto foi revogado. 
  • Oferecer aulas de tiro para menores: jovens que tenham idade de a partir de 14 anos, se autorizados pelos responsáveis, podem praticar aulas de tiro. 
  • Uma semana para notificar a compra da arma: a proposta define o prazo de pelo menos sete dias para a pessoa que pretende comprar uma arma e munições necessárias informe à Polícia Federal ou ao Exército.
  • Grupos que utilizam armamento restrito: acesso amplo para o uso de armas restritas para atirador esportivo, pessoas que colecionam armas e caçador. Também é permitido a adesão de até 1000 munições durante o ano.